Somos todos Poeira de Estrelas

"... à exceção do hidrogênio, todos os átomos que compõem cada um de nós - o ferro no sangue, o cálcio nos ossos, o carbono no cérebro - foram fabricados em estrelas vermelhas gigantes a milhares de anos-luz no espaço e a bilhões de anos no tempo. Somos feitos, como gosto de dizer, de matéria estelar."
(Carl Sagan)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mário Quintana - Certezas

"Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena."

Mário Quintana


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“Quem Sou Eu” - Texto da Minha filha Marianna Rangel.

Eu...
...Sou liberdade, verdade, autenticidade e coragem, mas também sou freio, mola e muita barbeiragem...
Muitas vezes sou mais você do que eu, mas ainda não sei se isso é porque preciso muito de você para ser mais eu.
Defendo os meus, e adoro quem me defende...
Tento não criar expectativas, mas quando vejo já foi...
Tento ser para as pessoas algo como um complemento, tento somar...
É isso que penso dos encontros. Separados somos legais... Juntos GENIAIS!!!
Infelizmente nem todos alcançam o sentido das minhas teorias
São poucos aqueles para os quais realmente me explico...
Penso demais em tudo... Penso tanto que me dou um nó, mas também faço coisas sem pensar...
Penso rápido, falo rápido. Às vezes vejo que quase ninguém consegue me entender realmente... Outras vezes percebo que eu é que não entendo quase ninguém... (ô lentidão rs) Pelo menos eu tento...
Sou distraída e desastrada, sonho acordada. Tenho insônia...
Não gosto de perder tempo. Acredito no impossível (ou melhor, no improvável).
Sou boa... Mas não tente me fazer de boba porque não sou burra...
Gosto do diferente, de emoções, de sensações, de vulcões... Adoro calor.
Odeio covardia, odeio fugir, mas às vezes dá uma vontade...
Odeio o tédio... Odeio o ódio...
Já quis eternizar um momento... dois, três...
Sou alegre em demasia, sensível também
Às vezes gostaria de ter uma capa, não uso escudos, nem esquadros, quanto mais inexato melhor... Sou...
...Marianna Rangel.


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

E se eu falar...

E se eu falar...

Se eu falar de amor...
O mundo vai gritar um nome.
Se eu falar de amor...
Meu coração vai falar um nome.
Se eu falar de saudade
Vou rimar com felicidade.
Se eu disser sou feliz...
Você logo vai saber
Que meu grande amor é você.
Gilnea Rangel


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Refém de uma inveja

Uma pessoa pode ficar aprisionada, sem algemas, sem celas, sem chaves e sem cadeados, apenas com pressão psicológica.
Pode-se ser refém de uma inveja, de uma amizade, de um amor, de um casamento enfim de uma circunstância.
Uma amiga de nome Liz, me contou o seguinte caso:
Ela nasceu no Maranhão e desde pequena ouvia a irmã Deb, muito mais velha que ela dizer que ela era feia, esquisita, diferente de toda a família e que se parecia apenas com uma tia velha, feia e solteirona.
Dizia também que Liz deveria se envergonhar de ser vista pelas pessoas. De tanto ouvir isso, Liz acreditou. Passou a infância e a adolescência triste, isolada e se escondendo.
Liz foi se tornando adulta e certa vez apareceu na casa dela um belo rapaz que a pediu em namoro. Ela estranhou e depois de algum tempo perguntou ao rapaz porque ele a queria namorar se ela era horrível. O rapaz confuso, falou para Liz que ela tinha lindos cabelos e que era linda. Ainda descrente Liz contou ao rapaz o que a irmã dela dizia. O rapaz então disse a Liz que o problema da irmã dela era a inveja. Liz então aceitou o pedido de namoro.
Deb tinha uma filha que ela alardeava ser linda e passou a oferecer esta filha para o namorado de Liz.
Mandava cartas ao rapaz, falando da feiúra de Liz e da beleza da filha. O rapaz, porém se manteve apaixonado por Liz, casaram-se e foram morar no Rio de janeiro. Liz ainda fica insegura, quando o assunto é a sua aparência.
Deb tinha no Maranhão, uma vida aparentemente abastada. Possuía casas comerciais, mas teve problemas com os negócios e foi obrigada a sair do Maranhão rapidamente. Vendeu tudo o que tinha e foi morar em uma comunidade carente no Rio de Janeiro.
Atualmente diz para outros familiares que quer ir à casa de Liz para conhecer a sobrinha. Liz, porém não permite e diz: Eu sei que tenho que perdoar, mas não consigo.

Se um dia, alguém disser que você não tem beleza. Fique atenta, dê uma olhadinha no espelho ou pergunte às pessoas que te amam.
Gilnea Rangel



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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Eu sei... - Homenagem aos adolescentes, com carinho.

Eu sei...

Sei conquistar,
Sei ficar,
Sei amar,
Sei me defender
E
Sei até ensinar.
Sei chorar,
Sei sofrer,
Sei sorrir.
Gargalhar
E por que,
Tantos dizem que eu não sei?
Quantas vezes eu me afoguei,
Nas decepções da minha vida?
Quantas vezes eu precisei,
De palavras que não foram ditas?
Sei ouvir.
Preciso ouvir,
Mas existe alguém que queira me falar?
Quero ouvir a palavra certa
Dos lábios de pessoas amigas.
Pessoas que me tenham amor
Que me mostrem que a felicidade existe.
Que confiem no meu caminhar
Para que eu possa encontrar o rumo certo da minha vida.
Eu sei.
Não adianta dizer que eu não sei.
Gilnea Rangel

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O Caderno de Perguntas

Certa vez uma coleginha de turma do curso ginasial levou para a nossa sala de aula um Caderno de Perguntas.
O caderno era lindo, tinha capa bonita. Na primeira página estava escrito com bela caligrafia: Caderno de Perguntas. Cada página seguinte continha uma pergunta na primeira linha e as linhas seguintes eram numeradas e ficavam vazias para receberem as respostas. A última página era reservada para que se escrevesse um texto qualquer.
Muitas crianças queriam responder as perguntas do caderno, então foi preciso determinar uma seqüência.
Qualquer criança poderia responder, mas os meninos não demonstraram grande interesse.
Cada menina ficava com o caderno o tempo necessário, mas antes de responder as perguntas, sempre davam uma olhadinha nas respostas anteriores.
Eu era uma das primeiras da fila e logo chegou a minha vez. As primeiras perguntas eram: Qual o seu nome? Qual a sua idade? Onde você mora? Tem namorado? Qual o nome dele? Que gosto tem beijo na boca?
Não lembro o que respondi sobre ter namorado, mas quanto ao sabor do beijo eu coloquei morango.
Eu não sei por que morango. Naquela época, eu gostava e comia muito era manga, tangerina, melancia e jaca.
Acredito que respondi morango porque eu nunca tinha comido esta fruta in natura e também nunca tinha beijado nenhuma boca.
Eu não menti. No meu imaginário beijo tinha gosto de morango. Sabor desconhecido...
Para esta pergunta, as respostas anteriores eram, ou pêra ou uva ou maçã ou chocolate ou etc.
Ninguém respondeu que beijo tinha gosto de saliva.
Imagine se eu respondesse que beijo na boca tinha gosto de jaca.
O caderno não era jogo da verdade. A criança podia responder o que quisesse, não havia críticas nem censuras. Poderia até criar o que hoje é um “Fake”.
Quando acabei de responder às perguntas, eu passei o caderno para a próxima e assim foi. Enquanto o caderno circulava pela sala nós fazíamos vários comentários sobre ele. Existia o desejo de que os meninos participassem da brincadeira. O caderno fazia o maior sucesso, até que certa hora a inspetora o apreendeu. Ela o folheou e com uma cara de espanto o levou às autoridades da escola.
Imediatamente todas as meninas que colocaram seus nomes no caderno foram convocadas para conversar com um grupo formado para tratar daquele assunto sério, seguindo-se uma tabela de horários.
Eu pensei: Alguém depois de mim, deu respostas indecentes e sendo assim, provavelmente eu seria repreendida e com razão.
Chegou a minha hora de comparecimento perante o tribunal. Algumas meninas resolveram me acompanhar, mas foram barradas na porta da sala.
Uma das componentes do grupo me recebeu e disse que eu não deveria ter permitido que as minhas coleginhas me acompanhassem até ali. Perguntou se eu não tinha vergonha de que outras meninas soubessem que eu participei de algo impróprio.
Eu pedi para ver o caderno e verifiquei que não havia nada que pudesse ter dado origem àquele rebuliço.
As senhoras do grupo me fizeram algumas perguntas.
Quando terminou o interrogatório eu perguntei: Quando vocês vão devolver o caderno?
Não me responderam, mas esta era a resposta que as meninas que ficaram lá foram esperavam.
Depois percebi que fui tratada como vítima e não com ré. Elas me aconselharam a não mais participar de cadernos de perguntas.
O Caderno de Perguntas não foi liberado e nunca mais eu vi um, mas até hoje, ainda existem pessoas que os elaboram. Neste tipo de caderno, as perguntas variam de acordo com a vontade da pessoa que as fazem e a respostas de acordo com as pessoas que as dão. Podem ser inocentes, maliciosas, inteligentes, espirituosas, reveladoras e etc. Ainda são usados por crianças e adultos para registrar rituais de passagem, formaturas e etc. Muitas vezes são guardados como recordação de uma fase da vida de uma pessoa.
Hoje entendo que na década de 60, o caderno foi um corpo estranho que invadiu o colégio e assustou o corpo docente. A escola, não possuía defesa e nem procedimentos para lidar com ele, mas pressentiu que ali poderia estar algum tipo de ameaça aos alunos. A preocupação com a sua aparição naquela época se assemelha a preocupação que os pais, as mães e os educadores possuem hoje com a internet, o orkut e outros sites de relacionamentos.
Qualquer instrumento nas mãos de pessoas mal-intencionadas pode oferecer risco para outras pessoas, principalmente crianças e adolescentes.
Atualmente algumas escolas já possuem em seus currículos, matéria sobre crimes na internet. Pode-se e deve-se navegar pela internet, mas é necessária muita atenção e cuidados. Temos que ser cuidadosos em tudo o que fazemos na vida.
Os Cadernos de Perguntas, o orkut, o twitter e etc. são instrumentos para socialização, com trocas de experiências, entretenimento, enfim... para satisfazer a nossa curiosidade sobre o outro.
Atualmente existem Cadernos de Perguntas Virtuais e também o formspring.me que é uma rede social onde ”internautas” podem fazer perguntas para outros ”internautas”.
As perguntas são formuladas, de acordo com a índole do questionador, mas você pode responder o que quiser ou ignorá-las.
Gilnea Rangel

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domingo, 4 de abril de 2010


Feliz Páscoa
Paz
Muita Fé e Felicidade
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Frase da Gil - Felicidade

A felicidade é uma emoção que precisa de permissão para atuar em nós. Temos que estar predispostos para isto. Ela pode nos dar bem-estar, euforia ou paz interna. Às vezes nos faz sorrir e outras vezes nos faz chorar. Quando bem instalada inibe os sentimentos negativos. Tem grande facilidade para nos deixar, embora possa voltar em um simples sopro do vento em nossa face e na conscientização do valor da vida.
Gilnea Rangel

Felicidade

Tenho na memória, algumas lembranças da minha infância que considero relíquias, como por exemplo, as festas na casa da minha avó paterna. Não sei bem o que comemorávamos, mas eram belos momentos. Nestas ocasiões, as mulheres, limpavam e arrumavam a casa e salpicavam areia branquinha no chão. No almoço serviam: Feijão de Leite e Moqueca de Peixe. Como aperitivo sempre tinha licor de jenipapo degustado com parcimônia. A família era grande. Meus tios, alegres e brincalhões, chegavam de muitos lugares e a reunião era perfeita. A felicidade imperava. Como presentes nós tínhamos a felicidade de ver a família reunida.

Um dia o cenário da minha vida mudou radicalmente, eu e minha mãe passamos a viver sozinhas e longe da minha avó. Depois casei, tive filhas e comecei a organizar festas em minha própria casa. Eu sempre organizava as festas desejando que nelas as pessoas fossem tão felizes o quanto eu era na casa da minha avó. No meu imaginário, era algo muito simples de realizar dependia só de mim.
A cada festa promovida eu me empenhava mais para atingir este objetivo. Quando preparava os pratos que seriam servidos e decorava a casa, o meu pensamento era sempre o mesmo: Fazer as pessoas felizes.

As festas foram acontecendo e o trabalho era intenso para mim, mas eu acreditava que todo esforço valia a pena. Todos os participantes se divertiam muito e sempre era um sucesso. Porém algumas vezes eu ouvia comentários estranhos e que indicavam que havia algumas pessoas que não ficavam tão felizes como eu desejava. Era uma minoria, mas quando eu imaginei dar felicidade para as pessoas eu não excluí a minoria. Tomava aquilo como um desafio e dizia: Na próxima vez eu vejo como resolver isto. Porém um dia eu pensei: Meu Deus que ousadia a minha querer dar felicidades para os outros. Que blasfêmia. Eu uma simples mortal.

Passei a ter consciência de que até podemos dar festas, carros, apartamentos brinquedos, dinheiro ou amor, mas não podemos acoplar felicidade a estes presentes. Existem casos de pessoas que recebem como presente algo caro e bonito, mas ficam magoadas e dizem: Ele poderia ter me dado uma coisa melhor, ele é rico.

Concluí que as pessoas quando vão a algum lugar elas levam suas bagagens. Quem tem alegria... leva alegria. Quem tem amor... leva amor. Quem tem ódio... leva ódio. Quem tem tristeza... leva tristeza. Quem tem inveja... leva inveja. Quem tem complexo... leva complexo e assim vai.

O ser humano tem uma bagagem de sentimentos inerentes a um ser humano e proveniente do modo que cada um encara a vida.

Felizmente eu consegui bons retornos, referentes às minhas festas. Deus com certeza viu os meus bons propósitos e me ajudou, pois até hoje tem gente que diz: O melhor Natal da minha vida eu passei na sua casa. Outras dizem: Que saudades daquelas festas!

A felicidade está dentro de cada um. E a pessoa usa esta felicidade a hora que quer.
Podemos até, criar momentos propícios para que ela surja, mas tem que haver uma cumplicidade, se o outro não quiser, ela não se manifestará.

Sei de pessoas que após passaram por momentos difíceis de dor e perda, disseram: Obrigada meu Deus, eu sou feliz. Outras que usaram um pouco das suas reservas de felicidade justamente para enfrentar atribulações e ficaram felizes em momentos que seriam de total domínio da tristeza.

Vamos nos permitir ser felizes com coisas simples também, e sem necessidade do enfrentamento de acontecimentos traumáticos ou de grandes malabarismos.
Não propague a frase: Quando a gente perde é que a gente dá valor.
Dê o devido valor antes de perder. Use a sua reserva de felicidade em todas as oportunidades que a vida lhe oferecer. Seja Feliz.
Gilnea Rangel

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Rosa de Jericó



A Rosa de Jericó é uma planta do deserto que cresce no Oriente Médio. Durante longos períodos de tempo estas plantas vivem em regiões desertas, crescendo e reproduzindo-se como qualquer outra planta, até que o meio ambiente deixe de lhes favorecer uma existência saudável. Neste momento suas s flores e folhas secam, caem e os galhos secos, enrolam-se sobre si mesma, formando uma bola. As plantas retiram as suas raízes do solo e permitem ao vento transportá-las pelo deserto, até chegarem novamente a um sítio úmido onde possam continuar a crescer e a propagarem-se.
As Rosas de Jericó podem permanecer fechadas e secas durante muitos anos até que a umidade ou o contacto com a água volta a abri-las fazendo-as recuperar o seu frescor e a sua beleza e assim, voltam a estender de novo os seus ramos e a ter de novo as suas flores, frutos e sementes – por esta razão são também conhecidas como as "Plantas da Ressurreição". Recuperadas, as Rosas de Jericó abrem os seus galhos e permitem que uma parte das sementes se solte e caia no solo para dar luz à próxima geração. Nos anos sem chuva a rosa guardará as sementes no seu interior e as protegerá dos pássaros e dos outros animais do deserto.
Pode dizer-se que estas plantas “sentem” o que fazem durante este processo, visto que não se mantêm necessariamente no primeiro sítio onde param, mas investigam o local para verificar se é adequado ao crescimento, caso contrário se mudam várias vezes. Este processo pode durar vinte anos!
Peregrina do deserto, viajante incansável e solitária, é venerada e exaltada por muitos. A Rosa de Jericó é um apreciado amuleto que se utiliza para abençoar os lares, afastando as más influências e atraindo a paz, o poder e a abundância. Oferta sorte nos negócios, habilidade no trabalho, saúde, forças, felicidade e, sobretudo, tem a capacidade de transformar as energias negativas em positivas, eliminadas as invejas, tensões, rancores, etc. proporcionando bem-estar. Foi inicialmente usada como elemento de adivinhação do clima, por ser um higrômetro.
Inspirou lendas que se espalharam por todos os continentes e rapidamente a Rosa de Jericó foi considerada uma Flor Divina.

Constitui uma espécie única, oriunda da Síria. Prolifera nos desertos da Arábia, Egito, Palestina e nas proximidades do Mar Vermelho. Apesar do seu nome, não cresce na cidade de Jericó.
Diz-se que, aproximadamente durante o segundo milênio antes de Cristo, chegou a Jericó, trazida por comerciantes e peregrinos vindos de outros lugares, que a usavam como poderoso amuleto para abençoar as suas casas e os seus negócios.
É uma planta com pequenas flores brancas que não chegam a alcançar 15 cm de altura.
É muito fácil de conservar uma Rosa de Jericó em sua casa, ela necessita apenas de água limpa e de uma temperatura não excessivamente alta. Coloca-se com as raízes para baixo dentro de um recipiente e troca-se a água sempre que esta ficar turva ou suja. Quando é necessário guardar ou deixar descansar a Rosa de Jericó, basta deixá-la secar completamente sobre papel, de preferência em local escuro, até não existir mais umidade alguma na planta. Sempre que quiser recuperar a sua Rosa de Jericó, basta que a volte a colocá-la em água para que ela tenha um novo desabrochar.

Lendas

Jesus e a Rosa de Jericó
Contam que estando Jesus orando no deserto, a Rosa de Jericó acompanhava-o tenazmente arrastada pelos ventos. Detinha-se uma e outra vez aos seus pés e assim ia mantendo-se com Jesus. Ao nascer do dia a planta abria-se com a umidade da manhã e oferecia ao Mestre as gotas de água pousadas sobre as suas folhas. Jesus, sedento depois de uma noite de oração, tomou com os dedos a água que lhe oferecia a pequena planta e, agradecido por esta ter-lhe acalmado a sede, abençoou-a com o poder da Vida Eterna.


Maria e a Rosa de Jericó
A tradição cristã conta que foi quando Maria, mãe de Jesus foi da terra de Judá ao Egito através do deserto que ela conheceu as miraculosas características da Rosa de Jericó. Maria abençoou a planta que viu no deserto e, desde então, os cristãos costumam ter em suas casas e também acreditam que a família é abençoada com fertilidade e prosperidade. Na Europa, no Natal e na Páscoa, costuma-se presentear a Rosa de Jericó aos familiares e amigos.

Oração da Rosa de Jericó
Divina Rosa de Jericó:
Pela energia cósmica que tu encerras e, pelo poder que te foi concedido, ajuda-me a vencer as dificuldades da vida, dando-me Saúde, Força, Felicidade, Tranquilidade e Paz no meu lar, Sorte nos meus negócios, destreza no meu trabalho para ganhar mais dinheiro para cobrir as minhas necessidades, as do meu lar e de toda a minha família.
Divina Rosa de Jericó:
Tudo isto é o que te peço pela virtude que tu encerras e pelo poder de comunicação que tu tens.

Por que a Rosa de Jericó veio florescer aqui no meu Blog?
Na época de preparação para a minha primeira comunhão, a minha professora de catecismo usava a Rosa de Jericó para saber o quanto as meninas da minha turma pecaram.
Ela colocava a Rosa em uma vasilha com água e esperava um pequeno tempo. Se a rosa abrisse totalmente, as meninas estavam sem pecados, se abrisse só um pouquinho significava que nós havíamos pecado pouco e se não abrisse, nós havíamos pecado muito.
A Rosa sempre abria apenas, um pouquinho. Muito desejei que ela abrisse totalmente. Não pelos pecados, mas para vê-la aberta.